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Comunicado 8/2016

Realizou-se hoje a primeira reunião formal de negociação do AE I. Estiveram presentes por parte da Empresa o Dr. Realinho de Matos, a Dra. Ana Maria e a Dra. Adelaide Lopes. Pelo STMETRO estiveram presentes Carlos Santos, António Oliveira e Carlos Macedo.
O Dr. Realinho de Matos abriu a reunião dizendo que Da parte do CA tem havido disponibilidade para o diálogo. Disse também que a lei do OE vem trazer respostas a algumas das pretensões dos trabalhadores do ML, nomeadamente a reposição dos complementos de reforma a partir de Abril e a retirada gradual dos cortes saláriais nos moldes previstos pela lei. No entanto estas são matérias que têm de ser financiadas pelo OE. Existe também a possibilidade de serem repostas diuturnidades mas nada está certo nesta matéria.
Disse estar também satisfeito com a relação entre a empresa e o governo.
Afirmou que a abertura da estação da Reboleira vai fazer com que o ML seja falado pela positiva.
Foram postas algumas questões prévias à negociação do AE pelas ORT’s às quais o De. Realinho de Matos respondeu.
Disponíveis: existem 13 pessoas colocadas, 3 em vias de serem colocadas, algumas a negociar a rescisão, 7 casos mais complicados a serem estudados e relativamente às pessoas que estão de baixa prolongadas a situação será vista quando do regresso ao trabalho dos trabalhadores.
Contratados a prazo: a empresa enviou a informação à tutela para a permanência de 6 trabalhadores que têm os contratos a terminar. Quanto aos outros tenciona fazer o mesmo.
Alteração do modelo de guarnecimento das estações: o Dr. Realinho de Matos está disponível para reunir com o Director da DCO e as ORT’s para tentar resolver as questões.
Férias da Tracção: ainda hoje vão estar disponíveis em teleponto.
Contratação: existe disponibilidade do CA para isso e o mesmo disse que quer proceder à identificação de OC’s para preencher 20 vagas para maquinistas. No entanto se houver impedimentos legais devido ao aumento salarial que implica a passagem para maquinista pretende fazer recrutamento externo para essa categoria.
Reafectação de trabalhadores: o Dr. Realinho de Matos disse concordar com o critério da antiguidade na categoria e vai ver o que se passou tanto ao nível da Tracção como do movimento.
Negociação do AE
O Dr. Realinho de Matos disse querer um AE renovado e ajustatado mas tendo por base o AE existente. Disse também querer ajustar as matérias do AE que entretanto sofreram alterações por força de legislação com carácter imperativo.
Numa primeira abordagem disse querer negociar sobre organização dos tempos de trabalho, a avaliação de desempenho e a vigência do AE (2019?).
Disse também não querer reverter a denúncia que o anterior CA fez do nosso AE mas sim negociar um novo AE mais ligeiro e adaptado à realidade.
Da parte das ORT’s houve um reafirmar da vontade de negociar o AE tendo por base o que está em vigor. Dado não ter havido uma proposta formal, que se possa estudar, por parte da empresa foi feito o pedido de ser enviado aos Sindicatos a proposta da Empresa antes da próxima reunião.
Ficou agendada a proxima reunião de negociação do AE para 05/04/2016.
Foi posto em causa o agendamento de reuniões mensais para tratar deste assunto, visto acharmos que reuniões mensais poderão por em causa uma negociação que se quer célere.
A reunião terminou pelas 18h00.

A Direcção

09/03/2016

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Comunicado 7/2016

O STMETRO depois de consultar os Maquinistas que representa na Linha Azul, comunicou ao Conselho de Administração, na pessoa do Dr. Realinho de Matos e ao Diretor da DOM, Eng. Tiago, que não pode dar um parecer positivo aos horários propostos pela empresa.
Estes horários contêm várias alterações que podem na nossa opinião perturbar o normal desempenho da função de maquinista e que não respeitam vários protocolos assinados com anteriores Diretores e Administrações.
A substituição do sistema de rotação que existe desde à décadas por um novo sistema que coloca os maquinistas meses seguidos em horários practicamente identicos, parece-nos uma alteração mal pensada. Não tendo sido explicado de forma aceitável quais as vantagens para a empresa com a introdução deste sistema de rotação. Reconhecemos que muitos maquinistas fazem preferencialmente, através de trocas, horários parecidos mas existem muitos outros que trabalham nos turnos todos ou vão trocando conforme as suas necessidades pessoais, que não são sempre as mesmas.
A colocação dos Maquinistas de Reserva em São Sebastião também não nos merece um parecer positivo. A explicação que foi dada pelo Director da DOM, de que estas reservas a meio da linha serviriam para acorrer a um dos términos caso houvesse necessidade, não nos parece tecnicamente eficiente. Caso haja uma situação de avaria, com interrupção da circulação e mesmo com esta a funcionar, demorariam sempre 15 a 20 minutos a chegar ao término. Os reservas na nossa opinião têm de estar nos términos pois só assim poderão intervir rapidamente a qualquer situação imprevista tal como um atraso, uma indisposição momentânea de um trabalhador, ou a avaria de um comboio. Caso a empresa não consiga fazer horários eficientes e respeitando os trabalhadores e haja da parte de um sindicato essa capacidade terá, como é evidente, o nosso apoio
O STMETRO defende que a empresa tem de proceder urgentemente à formação de Maquinistas para repor os efectivos e que a eliminação gradual dos serviços de reserva de cada vez que temos um horário novo e a utilização dos mesmos como condição para atribuição de férias e compensações é para nós inaceitável.
Em relação ao Mapa de Férias, o STMETRO, depois de auscultar os seus associados, aceitou o Mapa de férias proposto pela empresa, pois essa foi a exigência dos Maquinistas em plenário para desmarcar as greves de Dezembro de 2015. A empresa limitou-se a recuperar o método que sempre existiu e ter saltado o ano de 2015 parece logico. No ano passado houve a confusão que houve, mas acontece que muitos maquinistas cumpriram as suas férias nos meses previstos seguindo as letras, principalmente as quinzenas de Junho e Setembro, tendo existido grandes alterações principalmente nos meses de Julho e Agosto. Assim sendo, o recuo para a letra de 2015 faria com que muitos maquinistas repetissem os meses de férias de 2015. Sabemos que existem muitas situações de injustiça de maquinistas que não gozaram as férias quando deviam, mas não existiam sindicatos no ML em 2015? Como foi possível deixar introduzir o método das férias só nos serviços de reserva? Se não existia diálogo na altura, existiam formas de luta que não foram utilizadas.
O facto é que estamos a entrar em Março e ainda não temos um plano de férias para 2016.
Agora que existe um Conselho de Administração que diz pretender dialogar e que reúne com as ORTs para apresentar propostas e resolver problemas, passar metade das reuniões a lembrar aquilo que não foi feito no passado, em vez de resolver o presente e pensar no futuro, não nos parece ser o melhor caminho.
O STMETRO é um sindicato responsável que defende o diálogo construtivo com a Empresa e com as outras ORTs e também defendemos que a última palavra deve ser dos trabalhadores e que estes devem ser ouvidos em plenário para aceitarem ou recusarem o próximo plano de férias que for apresentado pela empresa.
Estamos atentos na defesa dos trabalhadores do ML.

A Direcção

25/02/2016

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Comunicado 6/2016

O STMETRO esteve hoje, em representação dos seus associados, em duas reuniões. Uma com o CA e a DOM e outra com a DCO.

DOM

A reunião com o CA e a DOM teve inicio às 11h00 e terminou às 16h05. Nela estiveram presentes pelo CA o Dr. Realinho de Matos, pela DOM o seu Director Eng Tiago Silva, pelos RH a sua Diretora, Dra Ana Maria Lopes e a Dra Adelaide Lopes e pelo STMETRO os Maquinistas Artur Fernandes e Luís Nunes.

O Dr. Realinho de Matos iniciou a reunião afirmando que numa lógica de valorização da empresa, pediu um levantamento aos vários planos de expansão da rede que estão inacabados. Disse reconhecer a existência de limitações de número de recursos humanos e deu sinais de disponibilidade para a admissão de trabalhadores assim que seja possível. No entanto foi alertando que nesta altura temos de saber viver com os trabalhadores que temos e que os horários estão adequados aos recursos humanos existentes.

As ORT’s referiram os mais de 40 maquinistas que saíram e não foram substituídos desde a data do último curso de maquinistas. Os vários protocolos que não estão a ser respeitados pela empresa na elaboração do mapa de férias dos Maquinistas e nos novos horários apresentados para as linhas Azul e Vermelha. Apresentaram também uma proposta de alteração das férias com o acerto das quinzenas. Foi unânime, por parte de todos, a necessidade de admissão de Maquinistas para repor os quadros.

O STMETRO chamou a atenção para a importância de sair da reunião com algo concreto para informar os trabalhadores e pediu abertura por parte da empresa, para introduzir as alterações sugeridas pelas ORTs. Salientámos ser necessário definir critérios para a marcação de férias de Inverno por parte dos maquinistas que não puderam cumprir as férias em Janeiro e Fevereiro. A continuar a presente situação (estar em serviço de reserva para ter férias) vai dificultar a marcação das mesmas.

O Diretor da DOM afirmou que vai existir reafectação de Maquinistas para a linha Azul e que brevemente será iniciado o processo de selecção. As ORTS sugeriram à empresa colmatar a falta de Maquinistas recorrendo temporariamente ao Trabalho Extraordinário. O Dr. Realinho de Matos finalizou a reunião manifestando disponibilidade para introduzir os contributos das ORTs para alterações no mapa de férias.

Em relação aos horários de exploração o STTM disse aceitar alterações nos mesmos e mostrou-se disponível para trabalhar em conjunto com a empresa na sua elaboração. A CT disse que em relação aos horários de exploração existiu sempre colaboração e que deve imperar o bom senso entre as partes.

Fim da reunião.

DCO

A reunião com a DCO teve inicio pelas 15h15 e nela estiveram presentes pela DCO o seu director Dr. Miguel Rodrigues e o Dr. Fausto, pelo STMETRO estiveram presentes os OC’s Carlos Santos e Carlos Macedo.

A reunião teve inicio com uma intervenção do Dr. Miguel Rodrigues a fazer um balanço da alteração ao modelo de guarnecimento das estações e a explicar que tinha alterado o critério de colocação dos AT’s, passando estes a guarnecer por escala as estações de 1ª prioridade. Disse não fazer sentido estarem sobrepostos com OC’s em estações de 3ª e 2ª prioridade. Serão no entanto deslocados sempre que haja necessidade e poderão fazer vendas sempre que a chefia entenda ser oportuno.

Iniciámos a nossa intervenção dizendo que apesar de não termos sido favoráveis (e de continuarmos a não o ser) ao encerramento de mais de metade das bilheteiras, isso não nos retirava o direito e o dever de reunir com a empresa para tentar encontrar soluções aos muitos problemas surgidos com esta alteração.

Assim, após termos exposto os problemas, obtivemos as seguintes respostas: -Relativamente à nossa sugestão de aumentar o numero de MAVT’s nalgumas estações que viram encerrados os postos de venda a DCO vai analisar a questão. -Relativamente à nossa sugestão de haver pelo menos uma MAVT por átrio a fornecer troco superior a 10 euros, a DCO vai analisar a questão. -Sobre o problema de Metropolitano de Lisboa aceitar todo o tipo de cartões (crédito, débito) para os passageiros fazerem o pagamento dos títulos de transportes fomos informados que o processo já se encontra em fase de elaboração dos contratos. -Relativamente aos terminais MB a DCO informou-nos que se encontram em teste novos terminais e que se estes forem fiáveis se estenderão ao resto da rede. -Em relação à informação que estava prevista ser distribuída aos utentes sobre o fecho dos postos de venda O Director da DCO assumiu ter sido um erro e que já estava em fase de resolução. -Sobre o pedido de alteração da informação “um cartão por pessoa” nas MAVT’s e da inclusão de uma descrição dos passes fomos informados que havia algumas dificuldades nesse aspecto mas que era para analisar melhor o assunto. -Alertámos para o facto de as estações termino deverem ser guarnecidas por dois elementos do ML e a direcção ficou de analisar a questão. -Relativamente aos cursos para OC em que já tinham sido seleccionados alguns AT’s, fomos informados que o processo se encontra nos RH para averiguação do interesse dos AT’s envolvidos. -Sobre a falta de material (economato) nas estações foi-nos dito que a situação seria resolvida para meados de Março. -Relativamente às letras que vão entrar novamente em vigor em 2017, perguntámos qual seria o critério para a atribuição das mesmas. Foi-nos informado pelo director da DCO que a aplicação das letras seria feita tendo em atenção as férias que os trabalhadores tiveram nos anos transatos mas que não iria ser dado seguimento às letras que os trabalhadores tinham por se encontrar muito desadequado das necessidades da empresa.

Fomos também informados que os trabalhadores podem fazer trocas entre si mesmo sendo de blocos diferentes.

A reunião terminou cerca das 17h00.

SÓ UM SINDICATO ISENTO PODE DEFENDER OS TEUS DIREITOS.

A Direcção

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2016

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Comunicado 5/2016

O STMETRO esteve presente hoje, em representação dos seus associados, na reunião havida entre as ORT’s e o vogal do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Dr. Realinho de Matos.

Este iniciou a reunião referindo alguns assuntos que foram abordados na reunião do passado dia 03.

Sobre os Trabalhadores na mobilidade, disse haver algumas situações já resolvidas, outras em fase de resolução, algumas em situações de rescisão amigável e outras de pessoas à beira da reforma.

Sobre o fardamento disse ter mandado suspender um processo de contratação pública visto ter havido algumas questões postas pelas ORT’s que quer ver resolvidas antes do lançamento do concurso público.

Sobre a alteração da localização do comando de fecho de portas, informou que já se encontra em fase de testes uma unidade mas que este processo carece de autorização da SA e da informação ao IMT. Pediu para que o processo seja acelerado.

Vai fazer uma visita ao posto de tracção de SS para identificação de novas instalações no interior da estação para acabar os contentores.

Vai convidar as ORT’s para uma visita à Reboleira. Apesar de o projecto não estar a correr pelo melhor, os serviços respectivos estão a fazer o melhor possível para se finalizar o projecto.

Relativamente ao transporte gratuito dos reformados, cônjuges e filhos menores dos trabalhadores, foi dito pelo dr. Realinho de Matos que o mesmo só seria reposto quando da aprovação do OE2016 mas que queria celebrar um protocolo com as ORT’s sobre o mesmo. Dissemos (e outros Sindicatos também) que esse direito estava consagrado no AE em vigor.

Em relação às faltas dos maquinistas para assistirem aos plenários que ainda estão injustificadas, foi dito que as mesmas seriam justificadas. Realçou que esta era uma situação extraordinária e que assim seria tratada.

O Conselho de Administração não é insensível às contratações e entende que o próximo OE será favorável ao ML na reposição de trabalhadores, não tendo conhecimento de qualquer compromisso desta Administração na contratação de novos trabalhadores para a área operacional.

Disse também que em relação ao plano de férias dos maquinistas, cometeu o erro de não autorizar o seu envio aos trabalhadores por querer ouvir novamente as ORT’s sobre o referido plano. Em resposta à nossa pergunta de quando seria enviado aos Maquinistas o plano de férias, este respondeu que seria enviado na próxima sexta feira.

Sobre as negociações do AE e questionado pelas ORT’s sobre a denúncia pela anterior Administração do mesmo, disse querer apresentar uma proposta que será o ponto de partida para as negociações para um novo AE. Ficou marcada a próxima reunião para o dia 09 de Março de 2016, o que nos parece demasiado tempo para tratar de um assunto tão importante para todos nós.

O STMETRO continuará atento na defesa dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.

A Direcção

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2016

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